"O mais antigo jornal que se tem notícia foi o Acta Diurna. O mesmo surgiu por volta de 59 a.C. a partir do desejo de Júlio César de informar a população sobre factos sociais e políticos ocorridos no império - como campanhas militares, julgamentos e execuções."
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Vasco Graça Moura acaba com Acordo Ortográfico no CCB

Contrariando a prática adoptada desde Setembro de 2011, o novo presidente do Centro Cultural de Belém, Vasco Graça Moura, ordenou aos serviços internos que não apliquem mais o Acordo Ortográfico, notícia hoje o jornal "Público".

A decisão foi dada a conhecer ontem através de uma circular interna e engloba a desinstalação do software que tem vindo a ser usado para converter automaticamente a grafia dos textos, em conformidade com as regras do Acordo Ortográfico.

Segundo o matutino, a medida contou com o apoio da nova administração do CCB, que a aprovou por unanimidade depois de apreciar um extenso documento preparado por Vasco Graça Moura, no qual o antigo eurodeputado do PSD argumenta que "o Acordo Ortográfico não está nem pode estar em vigor". Em causa está o facto de Angola e Moçambique não terem ainda ratificado o acordo.

Resolução é considerada "inconstitucional"

No documento, Vasco Graça Moura considera inconstitucional a resolução aprovada em Janeiro de 2011 pelo Conselho de Ministros, ordenando que o Acordo Ortográfico fosse adoptado por todos os serviços do Estado e entidades tuteladas pelo Governo.

É precisamente esta a resolução que põe em casa a legalidade desta decisão, embora uma fonte da Secretaria de Estado da Cultura tenha adiantado ao "Público" que por ser uma fundação pública de direito privado o CCB não estará obrigado a adoptar o Acordo Ortográfico antes da data prevista para a sua aplicação generalizada, em 2014.

Interpelado esta manhã no Parlamento por António José Seguro sobre o assunto, o primeiro-ministro Passos Coelho respondeu que "o Governo não tem nenhum esclarecimento" a acrescentar sobre esta matéria.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Caso UnI: Juíza ameaçada com bomba e rapto

O juiz desembargador Nuno Machado Sampaio, coordenador distrital de Lisboa do Centro de Estudos Judiciários, afirmou ontem no Tribunal de Monsanto, em Lisboa, que a juíza Isabel Pinto Magalhães, ex-mulher de Rui Verde, vivia com medo de ameaças de bomba e rapto, alegadamente feitas por Amadeu Lima de Carvalho.

Ouvido como testemunha no julgamento do caso da Universidade Independente (UnI), que envolve 23 arguidos – entre os quais Rui Verde, Lima de Carvalho e Luíz Arouca – Nuno Machado Sampaio, amigo e confidente da juíza, recordou os desabafos de Isabel Pinto Magalhães que lhe dava conta das conversas com Amadeu Lima de Carvalho, nas quais reclamava o pagamento de milhões de euros de dívidas contraídas pelo ex-marido.

Estava em estado de choque. Dizia que o marido tinha de pagar milhões de euros, reclamados por um grupo de angolanos por créditos transmitidos por Amadeu Lima de Carvalho”, testemunhou na sessão de ontem.

Questionado pelo colectivo de juízes, presidido por Ana Peres, se tinha conhecimento da existência de ameaças físicas, Nuno Machado Sampaio referiu o nome de Amadeu Lima de Carvalho.

Fonte

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