"O mais antigo jornal que se tem notícia foi o Acta Diurna. O mesmo surgiu por volta de 59 a.C. a partir do desejo de Júlio César de informar a população sobre factos sociais e políticos ocorridos no império - como campanhas militares, julgamentos e execuções."
Mostrar mensagens com a etiqueta Sociedade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sociedade. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Um terço dos portugueses adultos sofrem de dor crónica


Mais de 30 por cento da população adulta portuguesa sofre de dor crónica, que é já considerada uma «epidemia silenciosa» que acarreta «custos brutais».

O investigador José Castro-Lopes, da Faculdade de Medicina do Porto, disse hoje à Lusa que a análise dos cuidados de saúde utilizados pelos doentes com dor crónica permitiu estimar que eles representam aproximadamente 1,6 mil milhões de euros por ano em Portugal.

Se a isto se juntarem os gastos com as incapacidades temporárias para o trabalho por doença (vulgarmente designadas por «baixas», e que em média representam nove dias por ano em cada doente com dor crónica) e com as reformas antecipadas, conclui-se que «a dor crónica acarreta um custo anual que ultrapassa os três mil milhões de euros, o suficiente para comprar sete submarinos por ano», sublinhou Castro-Lopes.

Estes dados constam de um estudo realizado por investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

«Dão uma boa ideia da magnitude de um problema que tem andado um pouco escondido, em grande parte fruto de convicções sobre a inevitabilidade da dor arreigadas na população em geral, incluindo os profissionais de saúde», considerou Castro-Lopes, coordenador do estudo.

As principais causas de dor crónica são as doenças musculo-esqueléticas, com as lombalgias associadas a patologias da coluna e as doenças osteo-articulares dos membros inferiores nos primeiros lugares da lista.

Estas doenças crónicas frequentemente não têm cura e a dor constitui o principal problema do doente.

Presentemente, existem opções terapêuticas, farmacológicas e não-farmacológicas, que permitem controlar (o que não significa eliminar) a dor na maioria dos casos, de forma a reduzir o seu impacto na qualidade de vida dos doentes.

No entanto, salientou o investigador, 35 por cento dos doentes com dor crónica incluídos no estudo referiram não estar satisfeitos com a forma como a sua dor estava a ser tratada.

«Mais preocupante ainda é o facto de a dor crónica ter uma duração mediana de 10 anos e uma intensidade moderada ou forte em quase metade dos casos, atingindo também essa intensidade em quase dois terços na dor aguda pós-operatória», referiu.

A investigação conclui ainda que quase 75 por cento das pessoas submetidas a intervenções cirúrgicas nos hospitais portugueses referem sentir dor no período pós-operatório.

A dor aguda pós-operatória tem consequências que vão além do sofrimento que causa, pois pode provocar, entre outros, problemas respiratórios e cardiovasculares, directamente e/ou pelas restrições à mobilidade que condiciona. Além disso, atrasa o processo cicatricial e aumenta o tempo de internamento hospitalar, com as respectivas implicações socioeconómicas.

Por outro lado, a dor crónica leva a uma redução acentuada da qualidade de vida das pessoas, que vêem o seu dia-a-dia afectado em múltiplas dimensões.

O estudo demonstrou que o sono e o descanso são afectados pela dor crónica de forma moderada ou grave em quase 40 por cento dos indivíduos, interfere também de forma moderada ou grave nas actividades domésticas e laborais em quase 50 por cento dos casos, e 13 por cento dos doentes tiveram mesmo a reforma antecipada por causa da dor.

Conclui ainda que foi diagnosticada depressão a 17 por cento dos indivíduos com dor crónica, e mais de 20 por cento não tem prazer na vida a maior parte do tempo ou sempre.

Lusa/SOL

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Empresas públicas dão mundo de regalias a trabalhadores e familiares

A Soflusa dá mais de 100 mil viagens grátis por ano. Os filhos dos sete mil trabalhadores da TAP não pagam bilhetes de avião nesta operadora aérea até aos 25 anos e alguns mantêm a regalia mesmo depois de os pais já se terem reformado da companhia. Na Carris, estar de baixa compensa porque a empresa garante ao trabalhador o salário sem descontos.

Numa altura em que um relatório dos Técnicos Oficiais de Contas revela que as empresas públicas ou controladas pelo Estado devem mais de 38 mil milhões de euros, em que as administrações têm de reduzir as despesas em 15%e cortaram 10 % nos salários, a manutenção de algumas destas benesses é considerada ainda «mais escandalosa».

«Há situações que são imorais. E que têm vindo a acumular-se ao longo dos anos», afirma Marques Mendes. Muitos desses privilégios foram herdados do antigo regime, adaptados e renegociados em acordos de empresa com os sindicatos, como forma de compensar os trabalhadores pela ausência de aumentos salariais: «A maior parte das administrações destas empresas foi conivente com a situação. Foram pactuando e acrescentando regalias para comprar a paz social», recorda o ex-líder do PSD.

Nenhuma das empresas públicas ou participadas pelo Estado que o SOL contactou quis adiantar o valor anual gasto com estas regalias sociais. E as várias auditorias do Tribunal de Contas apenas permitem perceber o impacto de algumas delas.

O fim destes direitos adquiridos dos trabalhadores só pode acontecer se houver luz verde do trabalhador e das estruturas sindicais. Mas a situação excepcional do país pode justificar a tomada de decisões extremas. Ainda na semana passada o Tribunal Constitucional invocou isso mesmo para validar os cortes médios de 5% nos salários dos funcionários públicos decididos em 2010.

Marques Mendes defende, por isso, que este é o momento para se alterarem certos benefícios: «A situação é de emergência e as empresas não têm condições para continuarem a manter regalias que não são financeiramente suportáveis. Se se cortam salários, porque não se cortam regalias?».

Para João Duque, presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão, é fundamental perceber quanto é que as empresas gastam com estes benefícios. Na instituição que dirige, reconhece, «ainda há ‘o dia do mês’ – que antes do 25 de Abril era dado apenas às mulheres e depois foi alargado aos homens».

O responsável lembra que muitas destas benesses foram usadas como forma de compensar os trabalhadores pela ausência de aumentos salariais. E se a situação do país facilita a tomada de decisões, qualquer mudança não deve ser feita abruptamente e terá de ter em conta critérios de justiça. Até porque «há muitos funcionários públicos a ganhar mal e a trabalhar bem e as instituições não têm forma de os premiar e incentivar», remata João Duque.

(Fonte)

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Isaltino Morais detido em Oeiras

O presidente da Câmara de Oeiras foi detido esta noite pelo Grupo de Investigação Criminal da PSP e conduzido à zona prisional da PJ de Lisboa, avança o Jornal de Negócios.

O autarca foi detido cerca das 20h na Câmara de Oeiras a mando do Tribunal de Oeiras e deverá cumprir a pena de dois anos de cadeia a que foi condenado pelo Supremo Tribunal de Justiça. De acordo com o Negócios, o advogado de Isaltino, Rui Elói Ferreira, ainda não falou com o seu cliente mas anunciou que irá interpor um pedido de habeas corpus na sexta-feira.

Isaltino foi condenado em 2009 a sete anos de prisão por corrupção passiva, fraude fiscal, abuso de poder e branqueamento de capitais. De acordo com a acusação, o autarca recebeu dinheiro para licenciar empreendimentos e ocultou várias contas bancárias na Suíça e na Bélgica.

Após recurso do arguido, o Supremo reduziu em Maio a pena de prisão para dois anos, fixou o valor final da multa em 463 mil euros mas retirou a pena de suspensão de mandato.

Outras notícias

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...