"O mais antigo jornal que se tem notícia foi o Acta Diurna. O mesmo surgiu por volta de 59 a.C. a partir do desejo de Júlio César de informar a população sobre factos sociais e políticos ocorridos no império - como campanhas militares, julgamentos e execuções."
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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Morreu a jornalista Margarida Marante

A jornalista Margarida Marante morreu esta sexta-feira aos 56 anos, avança a SIC Notícias. A jornalista foi vítima de um ataque cardíaco na sua casa, em Lisboa, segunto fonte familiar.

A carreira de Margarida Marante começou em 1976, no semanário «Tempo». No an o seguinte iniciou uma colabaração com a revista «Opção».

Em 1978 entrou para a redacção da recém-criada RTP 2. No ano seguinte transitou para a RTP 1.

De 1983 a 1985 realiza uma especialização em Jornalismo nos Estados Unidos da América. Na RTP apresentou vários programas de grandes entrevistas.

Em 1989 é convidada para dirigir a revista 'Elle'. Em 1991 entra para a TSF e torna-se colaboradora do semanário 'Expresso'.

Em 1992 muda-se para a SIC. Apresenta os programas 'Sete à Sexta' e 'Contra-Corrente'. Apresenta ainda os programas 'Crossfire' e 'Esta Semana' (este de 1996 até 2001).

Regressa à TSF em 2003.

Foi casada com o empresário Henrique Granadeiro, de quem teve um filho e duas filhas, Henrique, Catarina e Joana, e de quem se divorciou, e com o também jornalista Emídio Rangel.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Preço dos medicamentos desce a partir de domingo

Um mês depois, a 1 de Maio, será a vez dos genéricos e neste caso, a descida de preços deverá ser bem mais acentuada, uma vez que pode chegar, em média, aos 20%, informa o Diário Económico.

Esta descida acontece devido à revisão anual dos preços de referência, que obriga a que sejam alinhados com outros países. O memorando da troika corrigiu o sistema de referenciação e, este ano, a comparação será feita com Espanha, Itália e a Eslovénia.

Refere ainda o Diário Económico que a expectativa do Governo era chegar a uma redução média do preço dos remédios de pelo menos 6%, mas o valor final ainda não está definido.

Fonte

sexta-feira, 9 de março de 2012

Cancro oral. Rastreio vai avançar para travar tumor que mata cada vez mais em Portugal

Nem uma palavra sobre o destrutivo acto do sexo oral. Porque será? O artigo ainda fala do 25% de pessoas que apanham o cancro por motivos outros que o álcool ou o tabaco mas não se alonga mais.

O Governo anunciou a criação de um programa nacional de rastreio do cancro oral, tumor que está a aumentar em Portugal e que tem elevada taxa de mortalidade, devido sobretudo à falta de detecção precoce.

O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), Orlando Monteiro, revelou à Lusa que o cancro oral está a aumentar, principalmente nas mulheres e nos jovens, devido ao aumento do consumo de álcool e tabaco. No entanto, 25 por cento destes cancros verificam-se em pessoas que não fumam nem bebem.

Segundo Orlando Monteiro, é fundamental o rastreio para detectar precocemente este tipo de cancro, um dos mais fáceis de detectar e curar, se diagnosticado em fase inicial.

Questionado pela Lusa, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Leal da Costa, mostrou-se preocupado e adiantou que o Governo está a estudar soluções.

O governante confirmou haver uma proposta da OMD e assegurou que vai "trabalhar com a Direção-Geral da Saúde (DGS) para desenhar um programa de rastreio nacional e encontrar maneira de o financiar".

"Vamos implementar e manter junto dos médicos dentistas - e é um programa que depende da DGS - uma maior capacidade e um programa organizado de rastreio de cancro oral", afirmou Leal da Costa.

Para o bastonário, o rastreio é uma medida fundamental o rastreio para detetar precocemente este tipo de cancro, um dos mais fáceis de detectar e curar, se diagnosticado em fase inicial.

"Mas, paradoxalmente, 50% das pessoas com cancro oral morrem e a taxa de sobrevida é muito baixa, com morte ao fim de cinco anos", disse, considerando ser uma taxa de mortalidade muito elevada para o tipo de cancro que é.

O problema é que o rastreio é feito normalmente em clínicas dentárias, porque o Serviço Nacional de Saúde (SNS) não tem resposta, e as pessoas vão cada vez menos ao dentista por dificuldades financeiras, um cenário que tende a agravar-se mais ainda devido à crise, explicou.

"Nos últimos dois anos a percepção que temos é de que a redução do número de pessoas em consultas é grande, só aparecem em situações de mais urgência, com muita dor", afirmou.

Por isso, defende uma estratégia que envolva o Governo e sugeriu a integração deste rastreio e realização de biopsia, quando indicado, no Programa Cheque Dentista, "pelo menos no grupo mais vulnerável, que é o das pessoas com mais de 40 anos, fumadoras e consumidoras de álcool".

Por seu lado, na opinião do secretário de Estado, é necessário que os médicos em geral e a população estejam alertados "para o despiste de lesões aparentemente inócuas que eventualmente poderão corresponder a uma lesão pré-cancerosa que possa ser tratada, e é preferível tratar essas lesões em fase pré-cancerosa do que em fase de cancro invasivo".

A mesma preocupação foi manifestada pelo bastonário que sublinhou o papel dos médicos dos cuidados de saúde primários junto das populações e que nunca, ou raramente, fazem este tipo de rastreio, pesquisando a boca dos seus doentes.

Por isso, defende a necessidade de sensibilizar os médicos para esta prática e alertar também a população para a importância de fazerem o auto-exame.

"Os sinais de alerta, que podem ser detectados com um espelho e uma boa luz, são manchas ou lesões na boca que não desaparecem, e dificuldade persistente em mastigar ou engolir", explicou.

Fernando Leal da Costa adiantou ainda que, em termos de prevenção, uma das coisas que o Governo irá fazer "é tornar o tabagismo um problema menos importante em Portugal".

"Há uma relação directa entre o tabaco e o cancro oral, e o que puder ser feito, nós faremos, para minimizar o tabagismo em Portugal continuará para a diminuição do cancro oral", afirmou.

O bastonário dos dentistas alertou ainda para a necessidade da falta de dados estatísticos em Portugal sobre este tipo de cancro, revelando ser "uma das poucas situações neoplásicas não avaliadas".

Os médicos reportam-se normalmente, para estes cancros, aos dados internacionais, pois em Portugal só existem os registos dos institutos de oncologia (embora muitos casos passem por outras instituições de saúde).

Os mais recentes datam de 2001 e já apontavam para um aumento da incidência, principalmente na região do sul do país e em pessoas com hábitos de alcoolismo e tabagismo, maus cuidados de higiene oral e dentária, e baixo poder económico. À data, o cancro oral matava 300 pessoas por ano.

No sábado decorre em Lisboa uma conferência internacional sobre "Cancro Oral e Saúde Oral em Portugal", em que vão ser debatidos estes e outros problemas e apresentados exemplos de sucesso, nomeadamente em Espanha.

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