"O mais antigo jornal que se tem notícia foi o Acta Diurna. O mesmo surgiu por volta de 59 a.C. a partir do desejo de Júlio César de informar a população sobre factos sociais e políticos ocorridos no império - como campanhas militares, julgamentos e execuções."

sábado, 10 de maio de 2014

Portugal: Consumo continuado de drogas aumentou 66%

Entre 2001, data em que foi implementada a política de descriminalização da droga em Portugal, e 2007, o consumo continuado de drogas registou, em termos absolutos, uma subida de 66%.

A conclusão pertence a um relatório publicado pelo Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT) em Novembro de 2008, que acrescenta ainda que no período em análise se registou uma subida de 37% no consumo de cannabis, de 215% no de cocaína, de 57,5% no de heroína e de 85% no de Ecstasy.

O mesmo relatório aponta que o número de óbitos com resultados positivos para drogas registados no Instituto de Medicina Legal em 2007 registou um aumento de 45%, o valor mais elevado desde 2001, reforçando a tendência para a subida desde 2005. No que diz respeito ao HIV/SIDA, segundo o recente relatório (Novembro de 2010) do Observatório Europeu das Drogas e da Toxicodependência, Portugal é o país que apresenta os valores mais elevados da Europa.

Revelou ainda um relatório das Nações Unidas de Junho de 2009 ter havido em Portugal um aumento de 40% nos homicídios relacionados com drogas, o valor mais elevado de toda a Europa.

“Estes dados vêm contrariar as conclusões de um controverso relatório de uma auto denominada Comissão Global De Políticas sobre Drogas, prontamente repudiado pelo Governo dos Estados Unidos e da Rússia, que referem Portugal como um «caso de sucesso» no combate à droga e dão conta de uma diminuição do consumo de heroína no nosso país (segundo Richard Branson, um dos signatários, desceu para metade…).

Estamos a falar, portanto, de desinformação pura. É de facto extremamente preocupante que, com o objectivo de legalizar as drogas, se faça a apologia de um modelo que já provou estar a ser mais prejudicial que benéfico” explica Manuel Pinto Coelho, presidente da Associação Para um Portugal Livre de Drogas (APLD).

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