"O mais antigo jornal que se tem notícia foi o Acta Diurna. O mesmo surgiu por volta de 59 a.C. a partir do desejo de Júlio César de informar a população sobre factos sociais e políticos ocorridos no império - como campanhas militares, julgamentos e execuções."
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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Náufrago que sobreviveu 28 dias no mar processa companhia de cruzeiros

Adrian Vazquez, 18 anos, do Panamá, saiu de barco para a pesca a 24 de Fevereiro, com dois amigos. No regresso, o motor avariou e eles ficaram à deriva no Oceano Pacífico. Dezasseis dias depois avistaram um cruzeiro, que não os ajudou. Os dois amigos de Adrian morreram à sede. O único sobrevivente quer processar a companhia de cruzeiros por ausência de auxílio.

Fernando Osorio, 16 anos, e Elvis Oropeza, 31, não resistiram às duras condições em que os náufragos ficaram depois de terem visto o pequeno barco de pesca, com pouco mais de três metros de comprimento, ficar à deriva na costa do Pacífico.

Adrian, um empregado de hotel, conta que a avaria ocorreu numa altura em que os três tripulantes conseguiam ver terra e, por essa razão, não terão ficado muito preocupados. Tinham pescado muito peixe – algum do qual assaram no barco – e tinham um grande bidão de água potável.

As buscas da marinha do Panamá foram infrutíferas. As correntes afastaram o barco da costa. O peixe a bordo começou a apodrecer e foi deitado fora.

A 10 de Março, isto é 16 dias após terem ficado sem motor, vislumbraram um possível auxílio. Porém, o navio de cruzeiros Star Princess, pertencente a uma empresa norte-americana da Florida, não parou para ajudar os três amigos. Oropeza deixou de comer e de beber. Acabou por morrer e o corpo foi lançado ao mar pelos sobreviventes. Cinco dias depois, a 15 de Março, Fernando sucumbiu à sede e ao calor. Três dias depois, a 18 de Março, Adrian deitou ao mar o corpo do segundo amigo, que começava a decompor-se.

O comandante do navio não terá sido avisado de que havia um pequeno barco de pescadores à dervia, sustenta a empresa, que pediu desculpa quando a história de Adran e amigos começou a circular na imprensa mundial.

A empresa abriu um inquérito interno, para apurar o que se passou, depois de alguns passageiros do cruzeiro terem garantido que detectaram o pequeno barco à deriva e que avisaram membros da tripulação. A empresa pediu entretanto desculpa. Uma atitude que não é suficiente para Adran Vazquez, cujo advogado anunciou que avançou com um processo judicial contra a empresa.

De acordo com a legislação internacional, a tripulação do cruzeiro estava obrigada a ajudar. O processo judicial, intentado num tribunal da Florida, inclui testemunhos de dois passageiros que asseguram terem avistado os náufragos e avisado responsáveis do navio. O advogado de Adrian alega negligência por parte da tripulação do cruzeiro.

Os relatos do advogado e os depoimentos das testemunhas parecem ser comprovados com a descrição publicada por Don Winner, um blogger que escreveu sobre o caso no site Panama Guide e publicou uma foto do pequeno barco à deriva, alegadamente tirada a bordo do cruzeiro.

Adrian acabou por ser salvo por pescadores, 28 dias depois, a 600 milhas da costa (cerca de 1000 quilómetros), perto das ilhas Galápagos. Quando ele próprio achava que estaria perdido, uma grande chuvada permitiu-lhe reabastecer a reserva de água potável.

Já a salvo, Adrian recebeu tratamento e pediu para fazer dois telefonemas: um para a mãe e outra para o dono do hotel, para explicar por que tinha faltado ao trabalho.

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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Comissão Europeia processa Portugal por não proteger as galinhas

A Comissão Europeia abriu um processo contra Portugal por infracção ao direito comunitário por não ter adoptado as novas normas de produção de galinhas poedeiras destinadas a melhorar o seu bem-estar.

O processo que inclui outros doze países, refere-se a regras adoptadas em 1999 e que conferiam aos Estados membros da União Europeia (UE) doze anos para adaptarem progressivamente as gaiolas existentes por outras "mais capazes de satisfazer as necessidades biológicas e comportamentais dos animais".

Segundo Bruxelas, 47 milhões de galinhas na UE - num total de 350 milhões - ainda estão confinadas a gaiolas demasiado pequenas que não lhes garantem "estruturas, tais como ninhos ou poleiros, que contribuam para que as aves vivam em condições menos cruéis".

As novas normas europeias exigem que "todas as galinhas poedeiras sejam mantidas em 'gaiolas melhoradas', com mais espaço para fazer ninho, esgravatar e empoleirar se, ou em sistemas alternativos".

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Processo de Sócrates arquivado por falta de pagamento da taxa de justiça

Magistrada Cândida Almeida assegura que no inquérito sobre a licenciatura de José Sócrates na Universidade Independente tudo foi "transparente, leal e está vertido no processo".

A magistrada Cândida Almeida assegurou hoje em Lisboa que, no inquérito sobre a licenciatura do ex-primeiro-ministro José Sócrates na Universidade Independente (UNI), tudo foi "transparente, leal e está vertido no processo".

A directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) estranhou e considerou "ridículo" que se volte a falar de um processo que foi arquivado há "quatro anos".

Cândida Almeida precisou que processo arquivado está no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) depois de o Supremo Tribunal de Justiça ter entendido, e "bem", que competia a um juiz do TIC fazer a instrução.

Ausência de pagamento da taxa de Justiça trava instrução

Cândida Almeida esclareceu ainda que a instrução do processo não ocorreu porque um dos assistentes que havia requerido a abertura desta fase processual "não pagou taxa de justiça", levando ao arquivamento dos autos.

Segundo a diretora do DCIAP, os assistentes tiveram acesso a todos os documentos que constam do processo arquivado, explicando que só factos novos podem reabrir o caso, mas que "para já está arquivado".

Cândida Almeida vincou que "toda a verdade processual" está "refletida" no inquérito, numa altura em que a juíza presidente do julgamento do caso da UNI, Ana Peres, solicitou uma cópia dos documentos enquanto avalia se vai ou não ouvir José Sócrates como testemunha.

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