À estação de TV KTLA, a mulher disse não entender a razão, uma vez que o museu apresenta imagens e esculturas de mulheres nuas como peças de arte.
Após recusar o pedido de uma funcionário do local, esta chamou um supervisor que alegou que um turista estava desconfortável ao vê-la amamentar.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Museu pede a mulher que tape o seio enquanto amamenta
sexta-feira, 2 de março de 2012
No Facebook há cabeças esmagadas, mas os mamilos são escondidos
Antes de mais, a primeira surpresa: não, o Facebook não tem um departamento situado num escritório luxuoso, onde um grupo de pessoas altamente qualificadas e bem pagas se dedicam a seleccionar o que os utilizadores podem ou não publicar nos seus perfis. Quem o diz é Amine Derkaoui, um jovem marroquino de 21 anos, que contou a história ao site norte-americano Gawker, uma espécie de blogue dedicado a notícias sobre media e celebridades.
Esta é a primeira vez que são revelados os critérios em que os profissionais subcontratados pelo Facebook se baseiam para filtrar os comentários e fotografias dos utilizadores.
“É humilhante. Estão a explorar o Terceiro Mundo”, queixa-se Derkaoui, que diz ter passado uma semana a receber formação numa empresa de “outsourcing” para editar o conteúdo publicado no Facebook. Para aprender a desempenhar esta função numa rede social com mais de 800 milhões de utilizadores, Amine Derkaoui recebeu um dólar por hora (75 cêntimos de euro). A formação foi dada pela empresa oDesk, com sede na Califórnia, que presta serviços de moderação de conteúdos para gigantes como o Facebook e o Google. A sede da empresa é nos Estados Unidos, mas os candidatos a gestores de comentários e fotografias que milhões de pessoas em todo o mundo partilham na Internet não precisam de sair das suas casas, onde quer que elas se situem. No caso do Facebook, escreve o site Gawker, situam-se em países como Marrocos, Turquia, Filipinas, México e Índia e rendem a jovens como Derkaoui um dólar por hora, em turnos de quatro horas de trabalho, mais comissões. Na melhor das hipóteses, um máximo de quatro dólares por hora.
Pouco se sabia sobre todo o processo de gestão do conteúdo partilhado no Facebook, mas as declarações de Amine Derkaoui levaram a empresa de Mark Zuckerberg a emitir um comunicado sobre o assunto: “Num esforço para filtrar com rapidez e eficiência os milhões de denúncias que recebemos todos os dias, achámos necessário contratar empresas externas para classificarem uma pequena percentagem dessas denúncias. Estas empresas são submetidas a rigorosos controlos de qualidade e foi implementado um conjunto de salvaguardas para proteger os dados dos utilizadores do nosso serviço”.
O facto é que a formação de Amine Zerkaoui não acabou da melhor forma para o Facebook. O jovem marroquino trabalha agora como gestor de conteúdos na empresa Zenoradio, com sede em Nova Iorque, e trouxe consigo o até agora secreto documento em que a rede social define o que deve ou não ser autorizado nos perfis dos seus utilizadores.
De todos os gestores de conteúdo partilhado no Facebook formados pela empresa oDesk com que o site Gawker falou, apenas Zerkaoui se queixou do baixo salário, mas muitos outros dizem que a experiência é como “trabalhar num esgoto, em que é preciso limpar toda a porcaria do mundo”.
Enquanto que alguns dos moderadores de comentários e fotografias partilhados no Facebook convivem mal com o seu trabalho, outros acabam simplesmente por desistir. Um deles não ficou no posto mais do que três semanas: “Pedofilia, necrofilia, decapitações, suicídios. Despedi-me porque dou valor à minha sanidade mental”, cita o Gawker. Mas não terá sido por falta de aviso prévio. “Eles disseram antes de me terem contratado que este trabalho não é para pessoas facilmente impressionáveis. Em último caso, acho que a culpa é minha por não ter compreendido que iria ser assim tão perturbador”. Há também muitos exemplos de racismo: “O KKK (Ku Klux Klan) aparece por todos os lados”.
A principal questão parece ser a arbitrariedade na decisão do que deve ou não ser partilhado no Facebook, que resulta de uma selecção feita por jovens recrutados em países pobres, com salários de um dólar por hora. Para tentar limitar essa arbitrariedade, o Facebook definiu um conjunto de regras, as tais que foram agora reveladas por Amine Zerkaoui.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Tenta matar a filha bebé no hospital
Três dias depois de ter sido mãe, uma jovem de 17 anos tentou matar a filha recém nascida, segunda-feira ao início da tarde, em pleno Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Diana N. apertou tanto a menina que acabou por lhe partir uma das pernas.
Isto depois de as enfermeiras a terem aconselhado a amamentar a filha. A jovem está agora internada sob detenção na unidade de Psiquiatria daquele hospital. A bebé está a recuperar.
Ao que o CM apurou, Diana não estava a alimentar-se convenientemente desde sexta-feira, altura do parto, e recusou, a partir daí, amamentar a bebé, apesar dos conselhos e esforços da equipa médica. Na segunda-feira, a jovem atacou a bebé.
As enfermeiras chamaram um segurança, que ainda foi agredido com uma dentada. A recém--nascida está a ser acompanhada no serviço de Pediatria e não se sabe quando terá alta médica – a mãe da bebé não referiu qualquer morada quando deu entrada no hospital, já em trabalho de parto. Este caso chegou ao conhecimento da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens.
Agentes da PSP estiveram no hospital para falar com Diana, que ainda não recuperou emocionalmente e recusa-se a prestar declarações.
O psicólogo José Carlos Garrucho disse ao CM que a criança pode ficar perturbada. "Uma situação com esta violência pode perturbar um bebé e, por isso, é importante entregar a menina a uma pessoa que cuide bem dela", explicou.
Sobre a mãe, considera que deve ter um tratamento eficaz. "Pode levar meses. O que ela teve foi um surto psicótico e isto não é inédito. De facto, a maternidade requer amadurecimento e esta mãe é, de facto, muito jovem. Os médicos devem ter acesso ao histórico desta jovem para chegar ao que aconteceu. A reaproximação com a criança deve ser muito prudente", concluiu.