"O mais antigo jornal que se tem notícia foi o Acta Diurna. O mesmo surgiu por volta de 59 a.C. a partir do desejo de Júlio César de informar a população sobre factos sociais e políticos ocorridos no império - como campanhas militares, julgamentos e execuções."
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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Dissidente chinês escapa a prisão domiciliária e manda vídeo ao Governo

Chen, cego desde a infância, estava em prisão domiciliária desde 2010

O dissidente chinês e activista dos direitos humanos Chen Guangcheng, que cumpriu quatro anos de prisão e estava desde 2010 em prisão domiciliária, conseguiu escapar da sua residência fixa.

Chen Guangcheng, segundo avança a edição online da BBC, deixou também um vídeo dirigido ao primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, no qual apela a uma investigação às agressões brutais que assegura que a sua família sofreu. No mesmo vídeo – divulgado pelo site Boxun, que publica notícias de dissidentes chineses e tem base nos Estados Unidos – Chen pede ainda que a segurança da sua família seja assegurada e que a corrupção que se vive na China seja combatida de acordo com a lei.

Os activistas dos direitos humanos avançaram que Chen conseguiu escapar da sua casa em Shandong no passado domingo, com várias fontes a garantirem que está agora num lugar seguro em Pequim. “Agora posso partilhar convosco que Chen está numa localização 100% segura em Pequim. É tudo o que posso partilhar convosco”, disse Bob Fu por email à BBC, fundador da organização China Aid, com base no Texas, nos Estados Unidos. A mesma informação foi confirmada por um outro activista que tem acompanhado o caso de perto, He Peirong.

Chen, cego desde a infância, tornou-se particularmente conhecido por denunciar os abortos forçados no país, que adoptou a política do filho único como controlo dos altos índices de natalidade. Em 2006, acusou as autoridades locais de terem obrigado 7000 mulheres a abortar ou a serem esterilizadas, mas foi condenado por “danos intencionais à propriedade privada” e por “juntar uma multidão para perturbar o trânsito”. Nesse ano, a coragem da denúncia fê-lo ser eleito pela revista Time como uma das 100 personalidades mais influentes do mundo.

O activista também dava aconselhamento jurídico, sobretudo em casos de vítimas de autoridades corruptas, a populações da sua província que não tinham acesso a advogado, apesar de nunca ter tirado o curso de Direito.

Críticas internacionais

As autoridades chinesas têm recebido críticas internacionais à sua actuação no caso de Chen Guangcheng, em especial depois de a sua filha ter visto o acesso à escola barrado. A própria secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, já fez apelos para a sua libertação, numa altura em que se prepara para uma visita oficial a Pequim na próxima semana. Da mesma forma, muitas das pessoas que tentaram visitá-lo foram sempre afastadas pela polícia. No final do ano passado, 13 pessoas foram detidas entre mais de 40 que o tentavam visitar. Os visitantes pretendiam estar com Chen por ocasião do seu 40.º aniversário.

Já antes, em Fevereiro de 2011, Chen Guangcheng foi espancado pela polícia depois de ter divulgado um vídeo em que falava da sua prisão domiciliária.

Apesar da forte vigilância a sua casa, Chen conseguiu fazer passar para o exterior imagens em que relata, tal como a sua mulher, detalhes da detenção. O vídeo, colocado no site da China Aid, enfureceu as autoridades, que espancaram o activista, adiantou na altura a organização não governamental de direitos humanos Chinese Human Rights Defenders (CHRD). Com o vídeo, ficou a saber-se que cerca de 60 homens em diferentes turnos impediam o acesso à sua casa e ameaçavam quem se aproximasse para tentar ajudar.

Fonte

sexta-feira, 30 de março de 2012

A terrível história de Oksana Makar (vídeo)

Pena de morte é pouco.

Clique para ampliar A jovem ucraniana que tinha sido violada, queimada viva e abandonada numa valeta por três homens morreu esta quinta-feira. Antes da sua morte a jovem Oksana Makar conseguiu contar o calvário que sofreu através de um vídeo difundido no youtube. Veja o vídeo.

A mãe da jovem ucraniana decidiu gravar o sofrimento da filha para exigir justiça com os seus violadores. Oksana foi violada, estrangulada, queimada e abandonada numa valeta na cidade de Mykolayiv, no dia 10 de Março.

Conseguiu sobreviver e foi reencaminhada para um hospital com queimaduras em 55% do seu corpo, não obstante os médicos não puderam salvar um dos seus braços e os seus dois pés tiveram de ser amputados.

"Quero viver, só isso", afirmava no vídeo que se difundiu pela internet e que está a gerar polémica. Não vai faltar quem acuse a mãe da jovem de usar a sua filha para conseguir dinheiro, contudo ela assegura que todas as receitas obtidas se direccionaram para os tratamentos de Oksana.

A jovem conheceu os seus agressores num bar e depois de passar um tempo com eles, seguiu até ao apartamento de um dos homens. De acordo com as fontes, foi nesse local que Oksana foi violada e que um dos seus atacantes a tentou estrangular com uma corda.

Após tal, envolveram a jovem numa manta, abandonaram o corpo numa valeta e atearam-lhe fogo, antes de fugirem.

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Carteiro americano atira encomenda com violência

Um carteiro americano, do U.S. Postal Service, foi filmado a lançar uma encomenda com violência para a propriedade de um cliente e a abandonar o local no carro de serviço.

A filmagem indignou os correios americanos que já assumiram estar a analisar o caso. “Este não é o tipo de serviço que procuramos prestar aos nossos clientes”, referiu o U.S. Postal Service em comunicado.

O acto acabou por ter consequências: dentro do pacote estava um relógio de cuco alemão de 1938, que o seu proprietário ansiava receber, e que ficou danificado devido à ‘entrega violenta’.

O cliente, Michael Oreb, apressou-se a deixar uma reclamação na estação de correios local e, segundo a NBC, está a contar encaminhar a conta da reparação do objecto para os correios.

No entanto, Oreb diz esperar que o funcionário não seja despedido mas apenas repreendido.

A exibição das imagens, que está a disseminar-se nas redes sociais, é mais um dificuldade com que o U.S. Postal Service tem de enfrentar: a empresa sofre de graves problemas financeiros e terá de fazer cortes agressivos para evitar submergir num cenário de bancarrota.

Fonte

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