Segundo aquele jornal, o activista, a mulher e os dois filhos embarcaram num voo com destino a Newark, depois de ter sido levado do hospital onde se encontrava há já três semanas até ao aeroporto.
Poucas horas antes, e ainda sem passaporte, Chen Guangcheng – epicentro de uma crise diplomática entre Washington e Pequim – disse aos jornalistas no aeroporto que acreditava que lhe seria permitido viajar para Nova Iorque, onde lhe foi oferecido um emprego numa universidade.
Responsável do aeroporto de Pequim confirmou que a bagagem do activista, assim como da mulher e dois filhos, foi despachada para um voo da United Airlines com destino ao aeroporto de Newark, em New Jersey, Estados Unidos. A partida deste avião ocorreu por volta das 17h50 (locais, menos sete horas em Portugal continental), avançando porém a agência britânica Reuters que não há “confirmação visual” de que Chen Guangcheng e a família se encontram a bordo.
Advogado, cego, Chen Guangcheng esteve seis dias na missão diplomática norte-americana em Pequim depois de ter conseguido evadir-se há cerca de um mês à vigilância de dezenas de polícias em sua casa, no nordeste da China, onde permanecia sob detenção domiciliária desde 2010.
Fora condenado e cumprira quatro anos de prisão, desde 2006, por crimes de danos materiais e interrupção do trânsito durante uma das suas acções de denúncia da prática de abortos forçados e esterilizações, ao abrigo da lei chinesa de um só filho, na cidade de onde é oriundo, Linyi, província de Shandong.
O activista revelara esta manhã que a mulher e os dois filhos se encontravam com ele no aeroporto, acompanhados de alguns funcionários do hospital Chaoyang, em Pequim, onde se encontrava desde 2 de Maio, recebendo tratamento dos ferimentos que sofrera durante a sua fuga (partira um pé ao saltar um muro).
A Reuters descrevia ainda que se encontravam dois carros de polícia na passagem de acesso ao avião em que Chen Guangcheng e a família deveriam viajar e dezenas de seguranças à paisana circulavam pelo aeroporto.
“Sim, devo ir embarcar no voo para os Estados Unidos, mas isso ainda não foi clarificado e ainda não temos os nossos passaportes, pelo que não tenho a certeza. Ainda há muitas coisas que não estão claras”, explicara o activista, por telefone, à Reuters, pouco após ter chegado ao aeroporto de Pequim.
Segundo o grupo norte-americano de defesa dos direitos humanos China Aid, que tem vindo a fazer uma forte campanha de apoio a Chen Guangcheng, o activista foi “informado esta manhã de que devia fazer as malas e preparar-se para deixar a China”.
sábado, 19 de maio de 2012
Activista chinês já embarcou em avião com destino aos EUA
terça-feira, 3 de abril de 2012
CDS: a refundação
Proposta apresentada e rejeitada no Conselho Nacional do CDS de 30 de Março em Leiria por doze conselheiros nacionais subscritores da carta a propósito de votações parlamentares em matérias ditas “fracturantes”, inéditas na história ao arrepio das posições definidas pelo partido, sustentada na sua carta de princípios e no seu programa político;
PROPOSTA
1- A vida é o primeiro de todos os valores morais. A defesa da vida é um valor essencial para o CDS pelo que os deputados do CDS devem votar contra as propostas de legislação que liberalizem o aborto.
2- Pela mesma razão de defesa da vida, os deputados do CDS devem votar contra propostas de lei que liberalizem a eutanásia ou o suicídio assistido.
3- A vida não se encontra na livre disposição do Estado, pelo que os deputados do CDS devem votar contra as propostas de lei que consagrem a procriação medicamente assistida como um método alternativo de procriação ao acesso de todos as pessoas, e não apenas como um método subsidiário de procriação ao dispor de casais com problemas de fertilidade.
4- Para o CDS maternidade e paternidade não se confundem, preenchem dimensões diferentes no desenvolvimento da criança, não sendo indiferente para uma criança ter dois ou duas mães em vez de um pai e uma mãe pelo que os deputados do CDS devem votar contra as propostas de lei que consagrem a filiação de crianças por dois pais ou duas mães.
terça-feira, 27 de março de 2012
Amnistia Internacional: Aborto? Sim. Pena de morte? Não!

De acordo com a organização, 676 pessoas foram executadas em 20 países em 2011, traduzindo-se num aumento de 149 relativamente ao ano anterior. O Irão, a Arábia Saudita, o Iraque, os Estados Unidos e o Iémen são responsáveis pela maioria das sentenças.
Em todo o mundo, são mantidos 18 750 prisioneiros no corredor da morte. Estima-se que a China executa mais prisioneiros que todos os países do mundo somados, no entanto, não existem números precisos, pois não são divulgados pelo governo.
Para o especialista da Amnistia Internacional em pena de morte, Jan Wetzel, os resultados são preocupantes. Wetzel considera que os Estados Unidos estão cada vez mais isolados entre os países desenvolvidos, por ser dos únicos a aplicar esta pena. Dos 50 estados americanos, 34 ainda mantêm a pena capital e 16 já aboliram.
Fonte
Vaticano critica Amnistia Internacional por defesa do aborto em casos de violação e risco de vida
O cardeal Renato Martino, presidente do Conselho Pontifício do Vaticano para a Justiça e Paz, defende que os indivíduos e as organizações que se sintam identificados com os princípios católicos devem retirar o seu apoio à Amnistia Internacional, depois de esta organização se ter declarado a favor da prática do aborto em certos casos, como violações e risco de vida para a mulher.Segundo o diário espanhol "El Mundo", o cardeal Martino defendeu esta ideia numa entrevista que concedeu ao semanário norte-americano "National Catholic Register", onde afirma que a Amnistia Internacional "traiu a sua própria missão e a de todos os colaboradores que a apoiaram durante tantos anos e que nela confiavam a promoção e a protecção dos direitos humanos".
A Amnistia Internacional sempre se declarou neutral em relação à polémica sobre o aborto. Mas em Abril passado rompeu com esse silêncio, defendendo a prática em casos de violação ou sempre que a saúde ou a própria vida da mulher esteja em perigo, pressupostos que, segundo Martino, são moralmente indefensáveis.
"A Igreja diz que nunca é justificável matar uma vida humana. O aborto é um assassinato", afirma o cardeal, para quem defender o aborto em caso de violação é definir o feto como um inimigo, como algo que deve ser destruído. "Como podemos defender o aborto nuns casos e noutros não?", questiona.
A Amnistia Internacional não recebe fundos da Igreja Católica e nos seus estatutos declara-se independente de governos, partidos políticos, igrejas, confissões religiosas e organizações ou grupos de qualquer espécie.
A organização assegura que a sua posição em relação ao aborto foi tomada durante a campanha de luta contra a violência exercida sobre as mulheres, mas mantém que não fará campanhas pró-aborto nem julgará a justiça ou injustiça da prática, cita o "El Mundo".