O incidente abriu o debate sobre a privacidade dos cidadãos e sobre a legalidade de câmaras de filmar destinadas a captar imagens da vida nas florestas não estarem devidamente identificadas
Um político austríaco não identificado, do estado de Carinthia, escolheu o local errado, para um momento mais íntimo no meio de uma floresta: mesmo em frente a câmaras escondidas.
O caso, tornado público, fez imediatamente ter início um aceso debate, com alguns activistas a defenderem que o funcionamento destas câmaras representa uma ameaça aos direitos dos cidadãos e que, "pelo menos deviam estar identificadas". Ao Der Spiegel, Hans Zeger, presidente de uma ONG que se debruça sobre a protecção de dados, a ARGE Daten, defende que esta medida permitiria às pessoas que passeio na floresta "ajustar o seu comportamento e evitar áreas monitorizadas".
A Carinthian Hunting Society, proprietária das câmaras em causa, alega que a identificação dos aparelhos, equipados com detectores de movimentos e visão nocturna por infra-vermelhos, faria com que se perdesse o principal objectivo: passar absolutamente despercebidas aos animais.
Um advogado desta sociedade lembra ainda que é proibido circular na área sob vigilância, proibição essa devidamente assinalada.
Apesar de o assunto estar a fazer correr rios de tinta na Áustria, o político poderá, no entanto, ficar descansado, com a (quase) certeza de que a filmagem não chegará ao público - a multa no país para isso chegaria aos 25 mil euros.
Fonte
"O mais antigo jornal que se tem notícia foi o Acta Diurna. O mesmo surgiu por volta de 59 a.C. a partir do desejo de Júlio César de informar a população sobre factos sociais e políticos ocorridos no império - como campanhas militares, julgamentos e execuções."
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Câmaras para filmar vida selvagem captam político a ter relações sexuais
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